quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Recomendações do que NÃO deve ser feito, e foi orientado para a gente, sem nenhuma discussão sobre incertezas...

Voltando um pouco para minha experiência pessoal....

Encontrei hoje um material sobre recomendações do que não deve ser feito em Medicina Reprodutiva por American Society of Reprodutiva Medicine (ASRM) e Canadian Fertility and Andrology Society (CFAS). Elenco abaixo, do menos frequente ao grande campeão, o que permeou a experiência deste casal:


Recomendado uma vez: corticóide (detalhe: sem história de falha recorrente de implantação ou aborto de repetição)

CFAS

Não prescreva corticosteroides para pacientes submetidas à fertilização in vitro, aquelas com histórico de falha recorrente de implantação ou com perda gestacional recorrente. Vários estudos não demonstraram melhora na taxa de nascidos vivos ou taxa de gravidez clínica.


Recomendado uma vez: > 450UI (pelo mesmo profissional que deu corticóide)

CFAS

Não prescreva gonadotrofinas em doses >450 unidades diárias para estimulação ovariana controlada em fertilização in vitro. Vários estudos demonstram que o uso de altas doses de gonadotrofinas (aproximadamente 450 unidades diárias ou mais) não resulta em aumento do número de folículos dominantes recrutados, oócitos maduros recuperados, nem produção de embriões de boa qualidade em comparação com regimes de dosagem mais baixos. Além disso, doses mais altas de gonadotrofinas foram associadas a um risco aumentado de síndrome de hiperestimulação ovariana. Uma vez que há maior custo para o paciente e potencial de dano, sem evidência de melhora do desfecho, recomenda-se evitar altas doses de gonadotrofinas.


Recomendado duas vezes: Prolactina com ciclos menstruais regulares (resultados normais / sim, o segundo quis uma "dosagem atualizada", que o convênio não cobriu)

ASRM

Não dose prolactina como parte da avaliação rotineira de infertilidade em mulheres com menstruação regular. Tornou-se prática comum obter os níveis de prolactina na avaliação de rotina da infertilidade. No entanto, não há razão para esperar que uma mulher apresente níveis elevados de prolactina clinicamente significativos na presença de ciclos menstruais normais e sem galactorreia (secreção de leite da mama). Portanto, o teste sérico dos níveis de prolactina em uma mulher com menstruação normal sem galactorreia não oferece nenhum benefício e não afetaria o manejo clínico.


Recomendado duas vezes: Anti-Mülleriano (contei um pouco aqui como, na prática, muitas vezes reconhecem as limitações e somente valorizam o resultado que desejam valorizar).

ASRM

Não use testes de reserva ovariana como o Anti-Mülleriano para avaliar o potencial reprodutivo de uma mulher (se é provável ou improvável que alguém engravide). Têm se mostrado pobres preditores independentes do potencial reprodutivo. Portanto, eles não devem ser usados ​​como um “teste de fertilidade”.

Recomendado três vezes: teste de fragmentação espermática (todos exigiriam do seu laboratório, custo aproximado de 500 reais por exame).

CFAS

ASRM

O que outros pacientes pensam quando médico individuais fazem diferente das recomendações das sociedades médicas? Que são ainda mais preocupados com o paciente e os resultados terapêuticos. Deveriam refletir mais...