Em período próximo a morte de Barbara Ehrenreich,
que ficou famosa por fantásticas reflexões sobre uma positividade mal calibrada, que eleva a vontade individual sobre uma responsabilidade mais fragmentada e que concorre ainda com questões que ninguém do coletivo envolvido exatamente controla, deparo-me com a seguinte retórica estampada em vídeo de sala de espera de Clínica de Medicina Reprodutiva:
Para realização do sonho, BASTA ACREDITAR!
O estranho (ou não) é que, quase simultaneamente, estimulam práticas de eficácia questionável. Faz pensar que o discurso do "pensamento positivo" possa ser apenas uma estratégia para promover novas tentativas, nunca a contar apenas com a estatística (cá entre nós, poderosa), sempre com um adjuvante novo ou a mais.
